Aquele sentimento que é a plenitude da beleza, que completa totalmente a alma. Ápice do deleite.
Além da felicidade, apogeu. Íntimo, único e lírico. Máximo, lépido e épico. Eu quero.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sobre alguém indizível

"Começou de súbito, a festa estava mesmo ótima.."
Eu, é dito, amo encontros. Uma noite o encontrei, numa festa ótima(?). Nos falamos desde então. Nos vemos? Não. O que ele me passa? Não sei. Então, cá me encontro escrevendo. Ele é uma mistura de alguma sutil prepotência, egocentrismo, ironia e uma expressiva doçura e inteligência. Interessantíssimo, daqueles que tu quer por perto seja por conveniência ou por desejo próprio. Eu disse pra ele que "é alguma coisa muito irritante, mas às avessas, que estranhamente torna suportável até demais..". Com certeza de qualquer coisa, é amizade. Contudo, não por mim e nem por ele, essa amizade parece estar numa linha tênue entre algo que não é nada demais, mas é além, pois há uma peça de roupa envolvida. É como ele uma vez disse, dúbio -tal o texto dele, tal o que temos, tal o que aqui escrevo-. É válido constatar que falta muita coisa, pois são só letras verdes o que ele vê. Falta o olho no olho, sair do uso constante só das palavras. O que ele pensa? Essa pergunta certamente garante divagações bem significantes da minha parte.
Já eu, que nem sei ao certo o que penso, me atrevo a exprimir uma vaga(ou não) curiosidade sobre o que esse douto alguém ainda me fará pensar/sentir/ser. Ele perguntou "qual é o peso de uma palavra escrita se tudo que posso esperar de resposta é outra de volta?" Eu respondo com esse texto e com a espera de que essa afinidade pós-moderna recém-nascida evolua com veêmecia e seja, de fato, lépida.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sonho de ser a vida ou Ser um sonho de vida ou Viver sendo sonho

A vida sonhada,
ser como sonho,
viver para ser,
sonhar com a vida,

Viver o sonho. Ser a vida.

sábado, 6 de junho de 2009

REVOLUÇÃO íntima.

Viva la revolución!
Abaixo à eu(mim) mesma! Sim, hoje acordei revolucionária. E a revolução começa agora. O motivo: Ana Elizabeth Soares de Azevedo, vulgo Bebeth, vulgo eu. Ontem eu surtei. Hoje eu pergunto. Quem sou eu? O que me interessa? O que me interessa além dos meus interesses? Por que sufocar as pessoas que amo? Por que amar tanto? Por que se jogar tanto? Por que pensar tanto e, principalmente, por que não pensar quando se tem que pensar? O que eu vejo no espelho? Cadê a identidade? As respostas eu sei e não sei. Eu quero e não quero. Cansei de saber o que procuro escolhendo não procurar. Cansei de procurar demais o que não sei se quero pra mim. É um aperto, uma confusão interior. Eu quero tudo e não quero nada. Eu quero querer alguém, quero ser "querida". Eu quero o que passou. Não somente o que passou pra mim, quero o que é passado. O que já foi. Quero saber realmente o que eu quero. Quero encontros! Quero ser encontrada. Escrevo, porque quero. Escrevo, porque preciso. Falo comigo mesma. Preciso conversar comigo. Preciso querer. Quero precisar. Quero gritar e encontrar o nome daquela música "lalalalaaa lalala dance with me...". Quero dançar ao som daquela música que nem posso escutar! Não quero mais machucar o meu queixo. Quero beijar quem nem pensa em me beijar! Não quero mais ir tanto atrás, dar chance ao acaso. Quero encontrar quem nem tenta me encontrar! Quero fabricar mais encontros casuais. Quero não precisar fabricá-los. Preciso me acalmar. Quero me agitar. Preciso escrever, preciso desabafar. Quero alcançar. Cansei de ser canhota. "Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. "* MAS EU QUERO SER GAUCHE NA VIDA. Sou esquerda, sou canhota. Sou diferente? Sou eu mesma? Sou igual? Quem eu sou? O que eu sou? Tu me conheces? Palavras. Preciso das palavras. Eu quero as palavras. Quero me libertar. De quem? Do que? E a vida? Quero a minha vida. Preciso viver viva. Surpresas. Quero surpreender alguém. Quero ser Amelie Poulain. O que me faz pensar? O que é o pensamento? "Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo."* O que me comove? Penso em me comover? Penso tudo, penso tanto. Nada se encaixa, nada dá certo. Penso e complica. Não penso e piora. É tudo destro e eu sou canhota. Sou gauche. Sou gauche na vida. Seria esse meu destino? Ser errada no mundo. Certa no meu mundo? Qual seria ele? Então essa revolução acabaria? Me encaixaria no meu mundo, no meu canto? Eu seria a favor de mim mesma? Eu quero meu mundo. Preciso do meu mundo. Seria a resposta? Vou em busca. Vou me encontrar. Encontrar o meu lugar, meu mundo.
Se eu encontrá-lo, tu vens comigo?

*Trechos do "Poema de sete faces", C. D. de Andrade.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Eles.

Ele não ligou mais uma vez.
Ela, impaciente, perdeu as esperanças, além da noção do tempo.

Eram seis da manhã.
Com um café na mão, foi à praia -deserta no inverno- apreciar o sol que acabara de nascer.
Ele, na cidade, voltava pra casa, bêbado, com uma cerveja na mão, apreciando o sol que acabara de nascer.
Ela, desiludida e com TPM, chorava deitada na areia, revivendo momentos passados.
Ele, chapado, ria deitado no sofá, revivendo momentos passados.
"Como ele pôde?!", pensava ela, acabada, sobre a falta de consideração dele nessa semana. "Como ela pôde?", pensava ele, satisfeito, sobre a atuação dela na cama, semana passada.
Ela, sem pensar, ou por pensar demais, decidira desistir de tudo. Nunca mais pensaria nele. Nunca mais o veria, esqueceria de tudo. Se para ele não significou nada, então, seria o mesmo para ela. Passou a manhã decidindo apagá-lo da memória e passou a tarde dormindo, sonhando com ele.
Ele passou a manhã dormindo, sonhou com futebol e carros. Passou, também, a tarde decidindo ir encontrá-la. Sem pensar, ou por pensar demais, decidira começar tudo, de fato. Aquela noite obviamente significara algo. Temia parecer muito antecipado. Queria vê-la, lembrava de tudo.
Ela tirava conclusões, nervosa e desiludida.
Ele tirava conclusões, tranquilo e calmo.
Ela, na casa da praia, quis jantar uma massa aos 4 queijos, sua única preferida. Cozinhou-a com apreço. Como se fosse a última vez.
Ele, na estrada, pensava em uma massa vermelha ou aos 4 queijos, tanto fazia. Como todas as vezes.

Ela colocou a mesa e ele chegou. Ela, gelada por dentro ao ver sua barba por fazer e seu sorriso que iluminava o mundo, o cumprimentou.
Ele, quente por dentro ao ver seu vestido estampado que contornava suavemente suas formas, a cumprimentou.
"Eai, quanto tempo." "Pois é, tava afim de te ver." "Legal que tu vieste." "É massa aos 4 quejos? Po, to tri com fome." "É, fiz bastante, janta comigo".

Ela tinha milhões de coisas para dizer, chingamentos enormes, sermões intermináveis.
Ele queria se declarar, falar dos sentimentos.

Porém, nada foi dito. Naquela noite ela e ele foram um, mais uma vez. Se amararam como se não houvesse mais nada no mundo. Finalmente se compreenderam. Ela desistiu de esquecê-lo e ele resolveu lembrar cada vez mais.

Eram seis da manhã.
Ela fazia que dormia, ria.
Ele a contemplava e ria.
Sentimento puro que só eles possuem.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bicicleta

Leitor, estou empolgadíssima! Fevereiro vocês verão o porquê.
Uma dica: Bolenas são LOCOS POR TI, AMÉRICA.
Né?
Aquele abraço.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Chuva

Chove chuva. Chuva pensante. Me faz pensar. Desvarios, pensamentos bêbados, vontades irreverentes. Escutar o barulho da chuva, lavando as calçadas, levando tudo pra longe. Levando a seca, o lixo, alimentando as plantas. Água. E em mim? A chuva que cai, também me afeta. Lava a alma, leva os sentimentos rasos pra lá. Fica pra trás o que passou. A chuva manda embora os últimos restos de esperança, da lembrança, da vontade. E amanhã se a chuva parar?Amanhã é outro dia. Novas vontades? Sim. Novos sentimentos que perdurarão até a próxima chuva. Me pergunto quando virão aqueles que permanecerão. Lembranças que a chuva não vai levar embora. Essa espera me mantém viva. Me faz pensar. A chuva e o que fica. A chuva abençoa o que fica. E pra ti, leitor? O que foi embora? O que ficou?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Encontros.

Me encontra
Que eu te encontro
Vem comigo
Que eu te mostro
Tudo aquilo que tu imaginas de mim
do mundo
da vida
Eu te mostro
Eu te quero
Vem comigo
Me leva
Vamos juntos
Atrás do que nos espera
Me mostra
Eu quero
Me encanta
de novo
Excêntrico encontro
Sem folêgo encontro
Me tira o folêgo
Encontra minha mão
Encontra minha boca
Me encanta
Me encontra

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Poemito para um bairro

Bom Fim

Judeus
Boêmios
e afins

Cronk's
Lancheria
do Parque
Parque Farroupilha
Redenção
Redemption Songs

Bah, tchê
Logo ali
Fernandes
Felipe
Deu pra ti

Ocidente
Oriente Médio
e a gente

Sarau elétrico
Cultura íntima
Amigos bêbados
Cidade baixa próxima
Excitação lívida

Palavraria
Palavra ali
Palavra todo dia

Expresso
Curto
Longo
Carioca

Gremista
Colorado
Ronaldo

Café do Lago
Pedalinho
Pedala Robinho

Liberta a América
Liberta as dores
Assiste a libertadores
no Vermelho 23

Senhor do Bom Fim
Brick, sebo, velharia
sabedoria

Intelecto
Filósofos de boteco
Um teto

Livros, livres, tristes
Vida me olhava e ria
Lia

Inicia na Osvaldo e termina
É o fim e é bom
bom se acabar assim

Bebeth

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Poemas da minha vida - Parte I

Leitor! Decidi postar por aqui os poemas que mais marcaram a minha vida. Começando agora:
A Valsa - Casimiro de Abreu
Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos,
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...

Calado,
Sozinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!

Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!

Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!

Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!
----
Demais, não é mesmo? Aquele abraço, leitor!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Vento.

Escrita faz tempo, numa noiteventania, quando tu ainda me tinha..


O vento remexe a vida,
traz de volta o que passou
e leva embora lembranças.
O vento, forte, arranca árvores, retorce galhos.
Suave, toca o rosto e traz paz.
Brisa, arrepia o corpo e penetra na alma,
acalma o coração.
O vento, ousado, faz voar os cabelos;
brincalhão, faz redemoinho nas folhas.
Move montanhas de areia,
desenha nas pedras.
O vento refresca, aumenta sensações.
O vento nas costas, subindo na nuca,
libera emoções.
O vento atinge, assobia nas janelas,
chama de mansinho.
Parece que acelera o tempo,
traz terra aos olhos e faz voar pipas.
O vento, sopro dos anjos, move teu barquinho.
O vento carrega, traz coisas novas.
O vento que movimenta as nuvens,
me guia.
E, por sorte do acaso,
o vento -que teima em me levar- me trouxe até ti.

Entrevista

Olha que interessante: O pessoal da Fabico, da minha turma, resolveu fazer algumas entrevistas para conhecer melhor os futuros colegas. Eis que eu fui a primeira entrevistada. Pintaram umas perguntas bem legais e acho válido postar as melhores por aqui. Para que tu, leitor, fiques me conhecendo melhor também. Foi, então?


O que te dá mais saudades de Bagé?
-Bah, eu sinto saudade de muita coisa! É super bom crescer no interior. Eu penso que o que mais me faz falta é ir pra fora nos finais de semana, o pátio da minha casa, a família que ainda tá lá, os amigos.. Eu tenho muita saudade da minha infância lá! Sinto falta dos momentos bons que eu passei em Bagé, praticamente toda minha vida né, mas eu tenho uma nostalgia boa só. Não passa pela minha cabeça voltar a morar lá. Eu amo Porto Alegre.

Você ja morou nos Estados Unidos? Em qual cidade? Conte-nos mais sobre..
-SIM! :) Eu morei um ano lá, fiz intercâmbio da metade de 2006 até a metade de 2007. Me formei lá na High School. Morei em Milford, Connecticut. Uma cidade trii pequena, mas super perto de NYC, Boston, Filadélfia e tal. Muito show! Foi uma experiência maravilhosa! Tipo, não foi nem um pouco fácil aprender a língua, viver em meio a uma cultura bem diferente, longe da família e dos amigos. Mas isso me ajudou muito a crescer como pessoa e lá acabei fazendo família e amigos tbm! Uma outra vida. E, claro, viajar é bom demais! Conhecer lugares novos é demaaaaais! Eu me apaixonei pelos Estados Unidos, sério. Sempre tive um preconceito, mas depois de morar lá mudou completamente. Lá tudo dá certo, funciona, é moderno, é bom. Tem vááárias pessoas estranhas, mas a maioria é legal. Engordei 10 kilos lá, a comida é muito boa. Outra coisa muito legal são os outros intercambistas que tu convive, um de cada canto do mundo, é muito divertido e interessante conviver com tanta gente diferente e ao mesmo tempo tão parecida! Foi ótimo, morro de saudades. Mas, certamente aprendi a dar muito mais valor à minha casa e às pessoas que eu amo! :)

Seguinte, tu certamente deve ter uma certa imagem de como é a fabico, as pessoas que lá estudam, as festas que lá rolam e tudo mais. Porém tu ainda tá só na expectativa...
Conte-nos um pouco mais sobre isso. O que espera encontrar por lá? O que espera que aconteça lá?
-Essa é complicada. Normalmente quase todo mundo tem algumas expectativas meio utópicas em relação a faculdade. Comigo é mais ou menos assim também. Eu imagino a Fabico como um lugar mágico, onde tudo acontece, tudo é liberado, a vida é linda e não há preconceito nem maldade no mundo. HAHAHHAHAHA. Não. Eu realmente só espero poder fazer valer cada segundo lá dentro durante os próximos 4 anos ou mais, aproveitando cada oportunidade, aula, festa, acontecimento absurdo o máximo. Eu espero que o curso de jornalismo seja mesmo o que eu quero pra minha vida. Espero que a faculdade ajude a moldar a profissional que eu quero ser no futuro e que sejam 4 anos inesquecíveis. Obviamente, também espero que aconteçam as melhores festas e loucuras, pq depois que tudo isso acabar, vamos ser gente grande de verdade. Sei lá, essa imagem que temos da fabico antes de estar lá, depende da gente mesmo ser ou não. Quero muito fazer da fabico tudo que eu espero. uhullllll

Razão ou emoção? O que te guia?
-Eu tento manter um equilíbrio com as duas. Mas na verdade, sou principalmente guiada pela emoção, mesmo. Eu sou meeega emotiva. Todos os meus atos mais verdadeiros foram guiados pela emoção, sem pensar antes. Na minha opinião pensar muito só complica as coisas, faz tu hesitar. E a hesitação acaba por te privar de sensações tri boas caso tu tivesse seguido em frente e não hesitado e, muitas vezes, desistido. Claro que tem se ser racional na maioria das vezes, mas sei lá, eu não penso e faço o que eu quero na hora. Eu vo atrás, eu faço, eu aproveito e depois eu penso.

O que é essencial na tua vida?
-Porra, eu sou tipo uma "amante". Eu AMO muito. Então, por causa disso, tem muita coisa essencial na minha vida: Minha família, a 20 minutos (minha tartaruga de estimação) e os meus amigos. É essencial muita calma e muita agitação. Muito livro e muita festa. Muita loucura e muita comida! É essencial essas coisinhas simples da vida que colocam um sorriso no meu rosto, isso é o principal.

Qual o teu maior ideal de vida?
-O maior ideal da minha vida é ter sempre algo em mente. A cada conquista, quero um novo desafio. Porque, ao meu ver, isso é o que nos mantém vivos. Tipo, se eu alcançar tudo o que eu quero, e aí? Perde a graça, não tem mais o que fazer. O importante é o caminho que leva à contretização do teu objetivo. Então isso é o que eu mais idealizo: ter sempre um objetivo na vida.

Um sentimento: Descreva-o.
-Aquele sentimento, que é como se fosse uma felicidade muito pura que tu sente quando tu finalmente tá ali, naquele lugar que tu mais queria estar. E tu pensa, pronto. To aqui. Mais perfeito não tem como. Agora é só aproveitar tudo pra nunca esquecer desse momento. Esse sentimento é o melhoooooor!!! Vale a pena todo sofrimento, só pra poder chegar a esse sentimento.

Como você acha que as pessoas vem você como pessoa??
-Bah certamente todo mundo me ve como uma pessoa que fala muito, super escandalosa e sem-vergonha na cara.

Gato ou cachorro?
-GATO. Sim, eu prefiro gatos. Não entendo pq vcs, a maioria, preferem os cachorros. Tipo, tá eu gosto de cachorros, super fofos e tal. Mas um gato.. um gato é diferente! É uma relação especial. Tu tem que conquistar o gato, ele tem que confiar em ti. E quando isso acontece, é super especial. Ele não vai te largar pelo primeiro que aparecer com um pedaço de comida ou sei lá o que como fazem os cachorros. Meu gato morreu faz anos já e minha mãe é uma dog-person então, no momento, não tenho nenhum. Convivo em grande harmonia com os cachorros da minha irmã, adoro. Mas prefito gatos! GATOS GATOS GATOS.

Pra ti, como é a festa perfeita?
-Boa!!! Então, no geral, festa boa pra mim depende da companhia, das pessoas que eu to. Mas, na minha cabeça, a festa perfeita seria:
Em um lugar parte fechado, parte patio coberto, com muito verde. Não muito grande, não muito lotado. Com uma iluminação bacana, mesinhas pra sentar e espaço pra dançar. Com uma banda num canto tocando clássicos nacionais e internacionais do rock e até do pop. Um reggae de vez enquanto, muita MPB e bossa nova. Tipo se alternassem entre uma bandinha reggae/rock e um cantor só com o violão e a MPB.. A cerveja seria polar. Teria tequila e muita caipirinha. Teria só gente legal, de bem com a vida, tudo liberado, numa nice. Poderia até rolar um pagode, só pro pessoal dançar. Mais ou menos isso, eu acho. My little night-paradise. haha

É feliz?
-A felicidade é relativa e vem em diferentes formas. No geral, eu me considero uma pessoa feliz sim. Mas esse "feliz" vem junto com as coisas boas e ruins da vida, faz parte de um todo. Como eu já disse, a gente precisa do sofrimento pra saber dar valor pra felicidade e essa felicidade não tá sempre comigo. Maaaas, eu tenho tudo o que eu preciso e vivo muito bem, portanto, feliz. :)

Bebeth em uma palavra?
-Intensidade.


Estão aí as que julgo mais interessantes. Amanhã parto pra Bagé, fazer uma visitinha depois de seis meses! O feriado promete...
Leitor, até mais, aquele abraço!

sábado, 25 de abril de 2009

Para Porto Alegre

Buenas e me espalho!
Então, eu tava por aqui lendo meus posts super antigos lá de 2006 e 2007 pensando como a minha vida era bem mais interessante "back then". Será? Ultimamente me encontro num estado de "limbo" esperando começar a faculdade, preenchendo meu tempo com aulas de francês e italiano, algumas -espaçadas- idas à academia e bom, dividindo os outros 87% do meu "free time" entre: Comer, dormir, assitir filmes, ler alguns livros, comer, ver os amigos, beber, dormir, assistir "Friends", comer, algumas festas, dormir, cinema, comer, cultura, comer, dormir, comer, dormir... é, eu sou o Garfield.
Eai, super interessante ou não? He,
Mas a realidade é que minha vida em Porto Alegre não tem como não ser super mega interessante, ao meu ver. Tche, eu amo Porto Alegre. Bagé que me perdoe, mas como diz a outra, Porto Alegre me tem. É necessário, então, um parágrafo demonstrando meu amor à essa cidade:
Oi, je t'aime, Porto Alegre. Pour quoi? Parce que tu tens o pôr-do-sol mais bonito do mundo. Porque tu és repleta de gente maravilhosa de todos os cantos do estado e do globo. Porque em cada rua, cada canto teu, tem um lugar especial, uma história pra contar. Porque tu nos conquista pouco a pouco, com uma feira do livro aqui, uma rua repleta de ipês florindo ali, um bairro aconchegante acolá. Porque tu tens o MARGS, o Iberê Camargo (o instituto), o Santander, a Usina do Gasômetro e o Memorial do RS. Porque tu tens a Redenção, o Parcão e o Marinha. Porque tu tens a zona sul, o bom fim e o moinhos de vento. Porque tu tens o Estádio Olímpico. Porque tu és a terra do Grêmio e até do Inter. Porque há o Saúde no Copo, a Lancheria do Parque, o Pastel com Borda, o Cavanhas, o Vermelho 23 e o Riversides Shikki. (Sim, eu amo comer.) Porque tu tens a Padre Chagas, a Lima e Silva, a República, a Borges, a Ramiro Barcelos, a Independência e a Osvaldo Aranha. Porque tu me possibilita caminhar pelo Bom Fim, num dia de domingo, comer um pastel na Fernandes e coisa e tal. Porque foi aqui que conheci algumas das pessoas mais importantes da minha vida. Porque tu exala cultura e tu és gaúcha, a nossa capital. Porque tu és a minha casa.


NOOOOOOOOSSA, chorei.

É, viver em Porto Alegre tornou a minha vida bem interessante, aqui tem muitas opções de lugares pra ir comer.
Hoje é sábado, vou ficando por aqui, que a cidade me espera.. (uui)

Até mais ver, leitor! Aquele abraço.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Meu primeiro "conto" em francês!

Oi. Versão 2009 bombando. Eu fiquei realmente emocionada com esse continho que escrevi para a minha aula de francês. Perdoem os erros de iniciante e se maravilhem com essa história sobre um rapaz, um velho e uma livraria. Au revoir!

P.S. depois eu posto novamente, quando for corrigido! --- VERSÃO CORRIGIDA



Il y avait dans une petite ville un garçon qui avait été abandonné par ses parents quant il avait huit ans. Il a vécu dans la rue pour quelques mois. Or, un jour, un vieux homme l'a rencontré et l'a aidé. Le vieux homme l'a conduit jusqu’à sa petite librairie. Le garçon a appris à lire et est tombè amoureux par la littérature. Il travailait tous les jours dans la librairie, le soir il dînait avec Monsieur Russeau –le vieux homme- et après il lisait quelque livre jusqu’à s'endormir. Il avait unne bonne vie. Monsieur Russeau disait que la vie davait être toujours belle, quand non, il y avait les livres. Le garçon a appris à prendre soin de toute la librairie. Celle ci a commencé à prospérer. Enfin, un bon jour, un ensoleillé jour, après treize ans, Monsieur Russeau a dit au garçon : « Tout est prêt. Il faut vivre avec amour. J’ai vécu. C’est ton tour, garçon. » et il est mort. Le garçon a pleuré beaucoup, non avec tristesse, mais avec bonheur et nostalgie, contant d'avoir les livres!

Ana Elizabeth

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Troca.

As reviravoltas da vida são impressionantes. Já começei um texto aqui assim, e acredito que esse é um bom começo pra esse aqui também. Confesso que me encontro na frente do computador morrendo de vontade de escrever, mas sem saber bem sobre o que. São tantos pensamentos, tantas reviravoltas. Viver é, ao mesmo tempo, tão simples e tão complicado. Hoje vou deixar de lado o real da vida- o vestibular, os estudos, a louça pra lavar- e falar do emocional, do sentimento. Aliás, dos sentimentos.
Eu acho surpreendente e MUITO SUPER (claro, não podia faltar) essa mistura de sentimentos que nutrimos por certas pessoas. A vontade insuportável de estar junto, de conversar, trocar. Trocar. Simplesmente trocar.
Eu nunca tinha pensado no amplo significado que essa palavra apresenta. Não estou falando de trocar pessoas, mas trocar COM pessoas. É isso que é preciso na vida. As reviravoltas e os momentos mais importantes estão repletos dessas trocas. Trocar expêriencias, fluidos, carícias, olhares, sentimentos e vontades. Poder dar e receber em troca. É isso!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Ana's tale - Chapter one.

The beginning.
Suddenly aware, I looked up from the table to see a boy wearing a pink polo shirt, with a flipped collar, standing right in front of me. Amazingly gorgeous, Matt had a smile lightened by his blue eyes that gazed at me happily, as was his charm. Nervous, I looked down in a failed tentative to concentrate in my homework, until I froze when I heard his voice call my name.
“Ana.” He said. I have been going to Blury High for eight months and it was the first time I heard him say my name so close to me. Actually, it was the first time I heard him say my name at all.
It was a spring day and I was sitting in the library waiting for my dad to pick me up. He was only coming at four, even though school ended at two. “Hey” was all I managed to say back .Suddenly it was so hot in the room and I couldn’t stop biting my pencil. Grinning at me, he looked back and reached for a chair in the next table. Next thing I knew he was sting across my table gazing at me contentedly. “I’m Matt by the way.”
Or course he was. Matt Di Biagio was simply the hottest guy in school. He was also, president of the senior class and captain of the basketball team. A guy who, according to my earlier experiences in high school, would never – never talk to a girl like me.
“I’m Ana.” I said softly beneath the rush of sensations I was having.
“I know.” He smiled again. Could any one have more perfect teeth? “Math homework?” he asked. “Yeah.” I said. “Algebra was never my strong point.” I kicked my own foot under the table. I had to make sure it was not a dream.
We spent the next hour working on my homework, talking only about ordinary things. Like the weather, the last night’s Friends episode and whether people buy more orange or yellow socks. Surprisingly, he was just like any other guy I know. Expect maybe, for his perfect features. At 3:30 he rose from his chair, went through his hair with his hand and stared at me. “I will see you later Ana.” He said and he meant it. A second later he was gone.
It took me a while to process everything that had just happened, not knowing that what had past was going to change my life. I just had had a normal conversation with a guy I used to hate with all my heart, mainly because I was completely vulnerable to his charm even though I never talked to him. And also, between all the anger, I was madly in love with him.
I am not the girl who life turns around boys, so my passion for Matt was never hard to deal with. Sometimes I forgot all about him and most of it I was too busy hating him to actually love him. With the exception of the times he played basketball at my neighbor’s house, or passed by me in the hall ways. The single glimpse of him made my heart go all the way up in my mouth.
I was still floating in the sky two hours later, lying in my bed when I heard a ball kicking outside in the street. I ran to my window just to see my neighbor Kyle with it. Yet, another thing caught my attention. A little brown box standing next to my car, a
yellow new beetle that was a gift from my seventeenth birthday. I walked down the stairs, to the front yard and opened the box.
That was when everything really started. With the box, I mean. Inside it, I found letters addressed to me that I never received, full of poems and confessions. There were pictures of me eating lunch at school, paintings of my face with my long brown hair and dark eyes, and in a new envelope, tickets to the Knicks game next Saturday.
It all came down so quickly, it was hard to breathe. I just knew, there was no signature in the box, but I knew. He loved me. I dare to think he even hated me too. Just like me. I don’t know how everything went from that point on. That was simply it, it changed my life.
What followed after his first move just came as a reaction. All of a sudden I knew him so well, and loved him so for he also loved me all along. Nothing else mattered, we were together. We never needed explanations for why it took so long, it was over now. I seemed to distinguish him from a past life, his short blond hair, blue eyes that could capture the entire ocean in one single look, a smile that had the power to make a flower blow, I knew every inch of his body.
“I just couldn’t take it anymore, not without you anyway.” He said to me later that night. I smiled at him. “I know.” And I knew. That ordinary spring afternoon was just the first day of the rest of our lives.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Sete meses

Entao, faz quase 7 meses que me encontro morando nos Estados Unidos e tenho soh mais 3 meses aqui. Da um baita aperto no coracao de pensar nisso. Posso dizer que nunca me senti tao dividida em minha vida. Por um lado, a saudade me consome quase por inteiro. Como eu quero abracar meus amigos, ver minha familia, comer arroz com feijao, voltar as 6 da manha da festa, falar portugues, estar em casa. Que ansiosa eu fico pela minha nova vida. Cursinho, vestibular, Porto Alegre me esperam. Porem, de jeito manera quero deixar a vida que tenho aqui. A vida americana eu ateh conseguiria viver sem, mas me refiro a vida de intercambista. Nao eh facil, mas eh perfeita. Que monte de coisa eu aprendi! Interagindo com gente diferente, conversa inteligente, respiro cultura. Que divertido! Falar palavroes em varias linguas, trocar experiencias, costumes. Gente de tao longe, mas ao mesmo tempo tao perto, unidos pelo mesmo motivo. O intercambio. Intercambio de cultura, de amizade, de vida, de coracoes. Nao tem diferencas entre a loira alta da Alemanha, o baixinho aziatico do Japao, o moreno da India ou da latina do Mexico. Somos todos um, somos todos intercambistas, aproveitando o maximo desse ano que ta mudando nossas vidas. Ninguem nos entende melhor que nos mesmos, estamos vivendo nosso sonho. Somos especiais. Por varios motivos. Somos patrocinados pelo Clube que mais faz pelo Mundo hoje em dia. Temos os privilegios de interagir com rotarianos que visam um mundo melhor sempre, que tem fe na juventude de hoje, que trabalham pelo amanha. O Rotary Youth Exchange Program nao eh soh estudar e aprender outra lingua. Eh viver, conhecer, entender, caminhar junto com esperanca no futuro. A gente eh o futuro, e somos especiais por ter estes anjos rotarios olhando pela gente. Pois eh, este ano esta mudando a minha vida. Aprendi a amar e respeitar os Estados Unidos e tambem todo pais do mundo. Vi tanta coisa linda, tanta coisa feia, chorei de saudade e chorei de felicidade. Ja quis muito voltar pra casa, e ja quis ficar aqui pra sempre. Tenho familia aqui, tenho amigos aqui que hoje nao me imagino sem. Cresci muito, e cresci pra melhor. Amadureci com as dificuldades, mas nao perdi a juventude, o jeito de falar bobagem e de dar risada ateh doer a barriga. Me diverti, e fui extremamente responsavel. E o mais importante, aprendi a valorizar minha casa e minha familia. Que orgulho de ser brasileira e que orgulho de ser do MUNDO, intercambista do Rotary. Tenho soh mais tres meses aqui, e pretendo vazer valer cada segundo. Agradeco demais a todos que contribuiram para fazer este meu ano tao especial. Nao eh facil, mas vale muito a pena.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Too much books.

I've been reading books for 89% of my time. Latelly my choice has been about teenagers like me, living all the trouble on an american high school behind the shadows of the joks and cheerleaders. But what kind of book heroine would I be?? The really short girl, in white skin and brown eyes and hair, chubby, TOO CHUBBY. The one with no real friends, that can't even speack english that well. Well, in the books I've been reading all heroines start like that. However, in the end they end up finding they prince charming in the strangest way possible. The thing is that the object of my afection is not the President's son, or the reencarnation of King Arthur and really not a vampire. It is simply this kid in my bio class, not even a jok. He is in the swim team for God's sake. And I'm not even close to my happy ending, he barelly notices that I'm there. Well, no boy does actually. I think that extreme chubby girls don't get a happy ending. In the books, always something laime happen and the girl and the boy meet, like when she's running on the park (I don't run), or in the drawing class, or the bio class! That's it! We did met in the bio class. However, he did not notice me. At all. And then, something really cool happens, and they realize how much they love each other, like she saves the President's life or something. And of course, some magic thing will happen and the boy (who happens to be the hottest in school) will leave the blond cheerleader and live happily ever after with the not-that-attractive brunnette heroine. Is it that I'm not in love with a jok guy? This really doesn't matter, that vampire guy wasn't in the football team anyway. High School is hard, especially if you -like me- are not in the In Crowd. Not that I care, of course. But with all those books, man, I wish I had my prince charming. NO! He is not even that charming. He is just this kid with a messy light brown hair who wears pijama pants almost everyday to school. He is funny, and so, so cute. And it is not that I've never tried to talk to him, believe me, I sure did. The problem is that I don't know what to say when it comes about boys! Yeah, I know. I have no change. But maybe, maybe if tomorrow during my bio class I go up to him and aks im out then he will totally say yes! Not. Who am I kidding here? There is no chance. I'm not in the book heroine list. I told you. chubby girls don't get the guy. You know what? I think I will probably go looking for a more-good-looking-dangerous-like-the-book-characters guy. Who knows? Maybe tomorrow I will ran into this kid who is a werewolf, or Harry Potter, or the football capitan, or something. Than he saves my life against this giant snow monster who wants to eat me due to this ancient prophecy who says that I'm the great-grat-great-great-grand doughter of this Queen that he was in love long time ago and dumped him for the, you know, hot guy. And then. I will find my happy ending. (Probably running for the monster I will lose all those pounds and stop being the chubby one.)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

The day i left home

It has been almost a year since I had become an exchange student. However, it was this morning that I was going abroad. I woke up early and walked slowly to the bathroom. While I was getting ready I had a need to make the most of my last moments at home. At the kitchen my family was waiting for me: my grandmother, my grandfather, my bother, my sister, my little niece and my mother. All of them sitting around the big table in the center of the room. I grabbed a piece of bread and a glass of orange juice; I did not feel hungry, though. My brother was trying to make small talk when my mother suggested that we were ready to go.

My grandmother and my grandfather gave me a big hug, and I fought the tears. My brother and my sister carried my two black suit cases into the elevator, my mother hold my hand when we closed the door behind me. On our way to the airport the sound of the radio replaced the need of conversation. The darkness was fading away with the outcome of the daylight. Everything looked the same, the houses, the trees, yet I kept my self aware that I would not see this for a long time. In my mind twelve months seemed an eternity.

After arriving on the airport we went directly to the check-in. Therefore, without big bags, only with my hand bag we were able to have a better locomotion. My brother and I walked through the stores while my sister and my mother set down in a coffee place. I still had a couple of hours. Minutes later we joined my sister and my mother to a cup of coffee. My phone rang; I answer it without looking to see who it was, I already knew. My boyfriend talked about how he would not forget me, and spend the last minutes wishing me all the best. This time I did not fight the tears, they did not come. It was being easier than I thought it would be.

I hang up and gave the phone to my mother. My cell phone was not going to work in the United States anyway. I stared at my hot chocolate thinking about everything and nothing at the same time. I was going to live abroad for a year, what I always wanted. On the other hand I would be away from home. The time was passing quicker now. My sister brought up the subject that no one wanted to talk about. It was time to go. My mother ran to the cashier while we tried to take our time on standing up. The four of us walked slowly to the terminal that my flight was on.

My sister was the first to make a move, with warm hands she gave me a hug and whispered good words in my ear. My brother did the same, although “Take care little sis.” was all he said. My mother held me tight against her chest and seemed like she did not want to let me go. I went to the security with growing anxiety as I left my family behind. From the terminal I took one last look through the glass wall, the tears were coming now. But I fought them and the feeling of expectations, freedom and happiness kept them from coming. So, fearing my new journey and filled with emotions that I could not recognize I got on the plane heading to the United States.

Free thoughts put into words.

When I try to find myself, I end up getting lost. Life is complicated, bad things happen all the time. And you know what? It is amazing! Sometimes I feel really bad, turn my back to the world, everything is wrong. However I started to think about how perfect life is. What if there was no problems at all? No pain? How would you know the feeling of happiness? It would be so boring! It would have no magic, no sense of achievement. We need the hard times to be able to appriciate the good ones. Life is a journey and if we want to complete it, we need difficulties. How wonderful is the feeling of accomplishment, of winning the battle against the bad guy. It makes us stronger, a better person. Eventhough life is not a sea of roses, it is perfect on its simple things. A hug when you really need it, stare at the one you love, watching the sunset after an exausting day, making your friend laugh, see the smile on the face of people you really care about.. The small things make everything worth it. True happiness is above material stuff, above a pretty body, it is above money. It is all about making through the though times, appriciate what you have, and understand the value of the simple things in life. In order to find myself, I need to get lost.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Vida numero 2.

Passei 16 anos vivendo uma vida, vida simples, conhecida, rotineira, minha vida perfeita. Estou a 3 meses vivendo outra vida, vida nova, diferente, desafiadora, minha vida perfeita numero 2. Deixei meu `reino` no Brasil, meus amigos, minha familia, minha casa, meu aconchego. Me encontro num lugar completamente novo, diferente, onde eu sou apenas mais uma, onde nao conheco ninguem e eh eu por mim. Em 3 meses aprendi mais do que em 12 anos de escola. Nao eh facil deixar tudo pra tras e recomecar do zero, familia nova, casa nova, amigos novos, escola nova, lingua nova, pais novo.. e tenho orgulho em dizer que mudei muito e to me saindo bem. Hoje me conheco melhor, enxergo tudo o que eu dizia ser mas na realidade nunca fui. Na verdade nao mudei, deixei de parecer ser quem nao sou, hoje conheco minhas verdadeiras caracteristicas, as verdadeiras qualidades e os defeitos.
Bom, nao tenho certeza se mudei ou nao. Mas se mudei, mudei para alguem melhor, alguem que se conhece de verdade e que da mais valor a tudo e a todos. Se nao mudei, parei de fingir ser o que nao era. Ganhei novas qualidades, sigo com os mesmos defeitos, e... ta bom! Ganhei defeitos tambem! Pombas! Posso dizer que estou trabalhando com meus defeitos, tentando molda-los para quem sabe num futuro nao tao distante eles acabem por ser qualidades?! (hehehe)
Uma pausa na duvida das mudancas para falar das experiencias. Que bom morar fora! Que bom conhecer gente nova! Cultura! Que linda a cidade de NY, amo! Que diferente sao esses americanos, e como eu gosto deles! Que feliz fiquei com meu boletim na escola! E o ultimo ponto de exclamacao: QUE SAUDADES DO BRASIL! (ufa.)
Seguindo: Mudei ou nao mudei? Eis a questao. Nao sei. A minha mae disse no perfil dela no orkut, que esta sempre mudando e nunca vai saber quem eh e no fim ela disse: QUE BARBARO! Sabes que eh isso mesmo? Que super que eu mudei! (ou nao mudei). Que coisa mais divina poder crescer em todos os termos (menos altura) em 3 meses. Nao tem explicacao o que eu estou vivendo. Dificil? Demais! Porem (ahhh sentiram falta dos meus porens??), sensacao mais perfeita nao ha. Coisa de intercambista.
Mudo de familia semana que vem by the way.
Entao, para concluir eu pretendo seguir trabalhando na minha vida numero 2, pegar soh as coisas boas da vida numero 1 e adiciona-las na numero 2, misturar bem e: TCHARAN! vida numero 3! E quando eu voltar para casa, fazer da vida numero 3 a mais perfeita de todas!




PS: que lata os meus parenteses!